O cenário esportivo brasileiro enfrentou desafios significativos durante os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, com dados indicando que ambos os presidentes paralisaram políticas de esporte essenciais para o desenvolvimento do setor. Pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) reuniram informações que mostram uma redução no investimento público e no apoio às iniciativas esportivas no Brasil, o que teve consequências diretas no desempenho das seleções e nas oportunidades para atletas em diferentes modalidades. A falta de uma política contínua e consistente comprometeu, em grande parte, a evolução do esporte no país.
Durante o governo Temer, a paralisação das políticas esportivas foi um reflexo de um cenário de cortes orçamentários e reorientação de prioridades, onde a área de esportes acabou perdendo força diante de outras demandas. A falta de investimento e a ausência de programas estruturantes geraram um efeito negativo, especialmente em um momento em que o Brasil se preparava para consolidar legados deixados pelos megaeventos como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. A interrupção das políticas de esporte resultou, em muitos casos, no enfraquecimento das federações e clubes, dificultando o desenvolvimento das modalidades e a capacitação de atletas.
No período do governo Bolsonaro, a situação não melhorou. O ex-presidente também tomou medidas que resultaram em uma paralisia das políticas de esporte, com foco nas questões políticas e ideológicas, em vez de investir de maneira efetiva na área esportiva. Dados mostram que o orçamento destinado ao esporte foi reduzido consideravelmente, afetando diretamente programas de incentivo a modalidades olímpicas e paralímpicas. Essa falta de uma abordagem coordenada prejudicou a construção de uma base sólida para o esporte no Brasil, comprometendo o surgimento de novos talentos e a manutenção de projetos voltados à formação de atletas.
As políticas de esporte durante os governos de Temer e Bolsonaro também foram marcadas pela instabilidade na gestão do Ministério do Esporte. A troca constante de ministros e a falta de continuidade nos projetos implementados resultaram em uma desorganização do setor. Além disso, a ausência de um planejamento estratégico de longo prazo fez com que o Brasil perdesse oportunidades importantes de consolidar parcerias internacionais, de desenvolver o esporte de base e de promover a integração do esporte com políticas de saúde pública e educação. Esse cenário de incerteza refletiu-se na queda do número de atletas brasileiros em competições internacionais e na estagnação de modalidades que dependem do apoio estatal para sobreviver.
Outro ponto crucial dessa paralisia nas políticas de esporte durante os governos de Temer e Bolsonaro foi a redução do apoio ao esporte amador e à infraestrutura esportiva nas cidades brasileiras. Com a diminuição de recursos para a construção de novos centros de treinamento e a manutenção de instalações esportivas, muitos atletas ficaram sem as condições adequadas para se preparar e competir em alto nível. Isso afetou diretamente a formação de futuros campeões e a participação de jovens em atividades esportivas, comprometendo a saúde e o bem-estar da população em geral.
O impacto da paralisia das políticas de esporte não se limitou apenas ao Brasil, mas também prejudicou a imagem do país no cenário internacional. Com a falta de investimentos e ações efetivas para o desenvolvimento esportivo, o Brasil deixou de se posicionar como referência em várias modalidades. Essa falha no planejamento e na execução de políticas públicas também teve efeitos negativos em termos de geração de empregos e de promoção de eventos esportivos de grande porte, o que poderia ter contribuído para o crescimento do turismo e da economia local em diversas regiões.
O cenário de paralisia das políticas de esporte é um reflexo da falta de visão estratégica em relação à importância do esporte para a sociedade. Durante os governos de Temer e Bolsonaro, o esporte não foi tratado como uma prioridade, embora sua contribuição para o bem-estar social e o desenvolvimento do país seja amplamente reconhecida. A interrupção de projetos e a falta de investimentos representaram um retrocesso significativo para o Brasil, que viu sua competitividade em várias modalidades esportivas enfraquecer. A necessidade de uma nova abordagem para o setor é urgente.
Por fim, os dados que indicam que Temer e Bolsonaro paralisaram políticas de esporte deixam claro que, sem uma política consistente e bem estruturada, o Brasil perde oportunidades importantes de crescimento e desenvolvimento nesse setor. O esporte é uma ferramenta poderosa para a inclusão social, para o fortalecimento da educação e para a promoção da saúde pública. É essencial que as futuras administrações busquem retomar o investimento em políticas de esporte, garantindo que o Brasil recupere seu lugar de destaque no cenário esportivo internacional e forneça as condições necessárias para que atletas possam se desenvolver e representar o país com orgulho.
Autor: Kinasta Balder
Fonte: Assessoria de Comunicação da Saftec Digital