A ausência de apoio à candidatura de Ronaldo Fenômeno à presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) gerou uma onda de indignação por parte de sua esposa, Celina Locks. Em uma postagem nas redes sociais, Celina expressou seu profundo desagrado com o cenário da CBF, criticando o que considera uma estrutura podre, dominada pela corrupção e pela falta de renovação. A manifestação de Celina não é isolada, e reflete a frustração de muitos que acreditam que o futebol brasileiro precisa de mudanças significativas, longe da atual gestão que tem sido associada à manutenção de velhas práticas.
Ronaldo Fenômeno, um dos maiores ícones do futebol mundial, revelou seu desejo de se candidatar à presidência da CBF no final de 2024, com a intenção de modernizar a gestão da entidade. No entanto, a falta de apoio de federações e clubes fez com que ele desistisse de sua candidatura. O ex-jogador enfrentou um bloqueio quase total, com 23 portas fechadas em sua tentativa de conquistar o apoio necessário para se inscrever na eleição. Sem o suporte de ao menos quatro federações estaduais e quatro clubes das Séries A ou B do Campeonato Brasileiro, Ronaldo viu sua candidatura se tornar inviável.
Celina Locks, em suas palavras nas redes sociais, deixou claro que a situação da CBF está longe de ser ideal e que o sistema vigente, em sua opinião, é “podre”. Ela destacou que a persistência da corrupção e a falta de disposição para aceitar novas lideranças na entidade são pontos cruciais que explicam o fracasso de sua tentativa de mudança. A esposa de Ronaldo Fenômeno não escondeu sua decepção com a falta de transparência e com o fato de que muitos dirigentes das federações estão alinhados com a gestão atual, perpetuando o que ela considera ser um ciclo vicioso de falhas e ineficiência.
A crítica de Celina Locks traz à tona um problema recorrente no futebol brasileiro: a centralização do poder e a resistência a novas ideias. A CBF, uma das instituições mais poderosas do esporte no Brasil, continua sendo dominada por velhos interesses que dificultam a implementação de mudanças significativas. A candidatura de Ronaldo Fenômeno foi vista por muitos como uma tentativa de revitalizar a gestão da entidade, trazendo uma visão mais moderna e transparente para a presidência, mas a falta de apoio das federações estaduais demonstrou a dificuldade de romper com essa estrutura.
No cenário atual, Ednaldo Rodrigues ocupa a presidência da CBF desde 2021, e convocou novas eleições para o dia 24 de março de 2025. Para que qualquer candidato possa se inscrever, é necessário obter o respaldo de pelo menos quatro federações estaduais e quatro clubes das divisões superiores do Campeonato Brasileiro. Essa exigência se torna um obstáculo significativo para candidatos como Ronaldo Fenômeno, que já havia demonstrado sua disposição para liderar a CBF, mas se deparou com uma resistência quase unânime.
O impacto da falta de apoio à candidatura de Ronaldo é ainda mais evidente quando se observa a reação de muitos fãs e profissionais do futebol. A desilusão com a atual gestão da CBF, associada a práticas que muitos consideram antiquadas e prejudiciais ao futebol nacional, é uma questão que preocupa os amantes do esporte. A ausência de renovação e a manutenção de um sistema que parece fechado e impenetrável são problemas que precisam ser enfrentados para garantir um futuro mais promissor para o futebol brasileiro.
A situação gerou também uma reflexão sobre a relação entre dirigentes e clubes no Brasil, onde, muitas vezes, interesses pessoais e políticos prevalecem sobre o bem-estar do esporte. Essa dinâmica tem sido um dos maiores obstáculos para qualquer tentativa de mudança significativa, como ficou claro na candidatura frustrada de Ronaldo Fenômeno. A crítica de Celina Locks é uma resposta direta a esse cenário, e seu desabafo reflete um desejo por uma transformação real e profunda dentro da CBF.
Embora a candidatura de Ronaldo tenha sido uma tentativa genuína de trazer algo novo ao futebol brasileiro, sua desistência coloca em evidência os desafios enfrentados por aqueles que tentam mudar o sistema estabelecido. A palavra-chave da indignação de Celina Locks, “sistema podre”, ressoa não apenas com aqueles que apoiam Ronaldo, mas também com uma grande parte da sociedade que anseia por uma mudança estrutural na CBF. O futuro do futebol brasileiro, portanto, pode depender de um movimento que desafie essa estrutura e promova um ambiente mais justo e transparente para todos os envolvidos.
Autor: Kinasta Balder
Fonte: Assessoria de Comunicação da Saftec Digital