Paulo Roberto Gomes Fernandes, sob a perspectiva técnica do setor de infraestrutura energética, examina que a Conferência Internacional de Oleodutos realizada em setembro de 2018, em Calgary, no Canadá, consolidou-se como um marco relevante para o debate global sobre pipelines. À época, o encontro reuniu representantes das principais empresas, associações e órgãos reguladores da indústria, refletindo um momento de forte mobilização em torno da expansão e da modernização das redes de oleodutos e gasodutos. Observada a partir de 2026, aquela edição do evento antecipa tendências que se tornaram ainda mais evidentes nos anos seguintes.
Em 2018, o Canadá vivia um período de intensos debates sobre novos corredores energéticos, especialmente diante da necessidade de ampliar a capacidade de transporte de petróleo e gás em regiões de geografia complexa. A escolha de Calgary como sede reforçou o protagonismo do país no cenário internacional e evidenciou a centralidade da engenharia de pipelines em projetos de grande escala.
A Conferência Internacional de Oleodutos como referência global
Na avaliação de Paulo Roberto Gomes Fernandes, a International Pipeline Conference já se apresentava, em 2018, como o principal fórum técnico do mundo dedicado exclusivamente ao setor de oleodutos. Organizada por representantes voluntários de corporações internacionais de energia, associações setoriais e agências reguladoras, a conferência construiu sua reputação ao longo dos anos como espaço de intercâmbio qualificado de conhecimento.
O caráter não lucrativo do evento e o apoio contínuo a iniciativas educacionais e pesquisas técnicas contribuíram para ampliar sua relevância. Além da exposição de equipamentos e soluções, a conferência cumpriu o papel de estimular debates sobre segurança, eficiência operacional e inovação, aspectos que seguem no centro das discussões do setor em 2026.
Projetos de grande escala e desafios geográficos no Canadá
Conforme detalha Paulo Roberto Gomes Fernandes, um dos temas mais sensíveis debatidos naquele momento dizia respeito aos projetos de oleodutos e gasodutos previstos para atravessar as Montanhas Rochosas. A necessidade de vencer barreiras naturais de grande extensão impunha desafios técnicos significativos, exigindo soluções capazes de operar com segurança em terrenos acidentados e ambientes confinados.

Esses projetos reforçaram a importância de tecnologias específicas para suportação e lançamento de dutos, especialmente em túneis e trechos de difícil acesso. A engenharia aplicada a pipelines passou a demandar sistemas cada vez mais precisos, capazes de reduzir riscos operacionais e assegurar a integridade das estruturas ao longo de todo o ciclo de vida dos empreendimentos.
Tecnologia aplicada ao lançamento e à suportação de dutos
À luz do que analisa Paulo Roberto Gomes Fernandes, a edição de 2018 da conferência evidenciou o papel crescente de tecnologias voltadas ao lançamento controlado de tubulações. Equipamentos como roletes especiais de suportação, sistemas para stingers marítimos e soluções motrizes para lançamento de dutos em túneis ganharam destaque diante das exigências impostas por projetos de grande porte.
A apresentação dessas tecnologias dialogava diretamente com a realidade de mercados que enfrentam desafios semelhantes, seja no Canadá, na Ásia ou em outras regiões com cadeias montanhosas extensas. A capacidade de adaptar soluções a diferentes contextos geográficos tornou-se um diferencial relevante, ampliando o interesse de empresas e operadores internacionais por soluções já testadas em ambientes complexos.
O significado da conferência de 2018 para o cenário atual
Sob o entendimento de Paulo Roberto Gomes Fernandes, a Conferência Internacional de Oleodutos realizada em Calgary, em 2018, deixou contribuições importantes para a evolução do setor. Em 2026, muitos dos temas discutidos naquele encontro permanecem atuais, como a necessidade de conciliar expansão da infraestrutura energética com elevados padrões de segurança e eficiência.
O evento demonstrou que o avanço do setor de pipelines depende não apenas de investimentos financeiros, mas também de engenharia qualificada, inovação tecnológica e troca constante de conhecimento entre diferentes mercados. Ao observar aquela conferência com o distanciamento do tempo, torna-se claro que ela ajudou a consolidar práticas e abordagens que hoje orientam projetos estratégicos em escala global.
Autor: Kinasta Balder
